sexta-feira, 11 de março de 2011
CRACK AVANÇA PELO SOLIMÕES E PF CONTINUA SEM RESPOSTA
Se depender dos gestores da Polícia Federal, a meta da presidenta Dilma Rousseff de combater o tráfico de drogas nas fronteiras não passará da retórica política de um gesto bem intencionado. Em pleno Rio Solimões, corredor para entrada de drogas no Brasil, no município de Santo Antônio do Içá, a mil quilômetros de Manaus (AM), a Base Garateia, da Polícia Federal, está quase ao abandono.
Na última semana, apenas um policial federal estava em serviço na base que, pelo menos em tese, deveria ser um ponto de contenção da rota de drogas, provenientes principalmente do Peru.
Números obtidos pela Agência Fenapef mostram que 40% do crack consumido no Brasil é trazido do Peru, pela Amazônia. Quadrilhas de traficantes têm no Rio Solimões uma rota para droga que irá abastecer os grandes centros urbanos do país. Calcula-se que hoje já são cerca de 1,8 milhão de brasileiros usuários da droga, o que permite estimar o volume de consumo diário próximo de 4 toneladas de crack. Por este cálculo, todos os dias, quase 2 toneladas de crack passariam pelos rios e estradas da Amazônia.
Há anos, sucessivas direções da PF têm colocado em segundo plano a repressão ao tráfico de drogas nas fronteiras do país, em prol de uma política que prioriza as chamada grandes operações com repercussão garantida na mídia. Contudo, em muitos casos, com pouca eficácia do ponto de vista da condenação de acusados.
O descaso com a contenção do tráfico de drogas nas fronteiras é tão grave que a “Operação Cobra”, que por muito tempo foi a principal ação coordenada dos federais, na Região Norte, contra os traficantes hoje está parada. Em Tabatinga (AM), que foi uma das principais bases da “Cobra”, hoje a única referência visível à operação policial permanente é uma placa jogada em um depósito de sucata.
Sem colocar em prática ações de combate ao tráfico, a Polícia Federal trata sua própria estrutura com descaso. A Base Garateia é um exemplo concreto.
Restos da Operação Cobra
Garateia
Construída para substituir a Base Anzol, fechada por falta de condições mínimas de trabalho para os policiais, a Garateia conta com um único policial federal, que não pode fazer praticamente nada sozinho, ao longo das centenas de quilômetros de rio. Com ele, apenas mais três policiais militares também tentam fazer frente ao crime. Igualmente, o número de policiais é inexpressivo diante do desafio de barrar traficantes e guerrilheiros das Farc, que não raro invadem o território brasileiro.
Mesmo que quisesse pegar sua pistola Glock e um fuzil e sair feito um Rambo, pelo Rio Solimões ou pelo labirinto de igarapés na imensidão da Floresta Amazônica, à caça de traficantes, o policial federal teria que usar uma embarcação que não oferece nenhuma condição de trabalho e segurança.
As duas únicas lanchas ancoradas na base foram apreendidas e não estão adaptadas para o trabalho policial. Além disso, não há coletes balísticos, nem coletes salva-vidas, muito menos telefone celular ou rádio, que permita contato permanente entre o policial e a delegacia da PF mais próxima, em Tabatinga, distante a cerca de 9 horas de barco da base.
No mesmo estado do Amazonas, há três meses, quando usavam uma embarcação bem parecida com as que estão na Base Garateia, dois policiais federais foram mortos e um ferido por traficantes de cocaína.
Na última segunda-feira, dia 21, a presidenta Dilma Rousseff voltou a reforçar a necessidade de um combate efetivo ao tráfico de drogas nas fronteiras. A presidente ressaltou que o “Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas” prevê a ampliação do combate ao tráfico, especialmente nas fronteiras do país. “Vamos atrás do traficante internacional e, ao mesmo tempo, vamos agir para acabar com o pequeno tráfico”, disse.
Há quase uma década, a Federação Nacional dos Policiais Federais vem alertando para a necessidade do fortalecimento da Polícia Federal nas fronteiras do Brasil para o efetivo combate ao tráfico de drogas, de armas e outros crimes. No ano passado, os policiais propuseram a criação do cargo de Oficial de Polícia Federal para a execução do papel de polícia administrativa e coordenação das operações de combate ao crime.
“A cada vez que vamos a Amazônia visitar nossos colegas, em delegacias e bases da PF, nos deparamos com uma situação pior”, revela Francisco Sabino, Diretor de Relações do Trabalho da Fenapef. Ele ressalta que o sucateamento da Polícia Federal na Amazônia é evidente. “Não temos efetivo, não temos equipamentos adequados, não temos política de combate aos traficantes. Hoje o enfrentamento ao crime só acontece em razão do voluntarismo e bravura dos federais”, diz.
Sabino lembra que o último diretor geral da PF, o delegado Luiz Fernando Correa, elegeu a Amazônia como uma de suas prioridades. “Desde então, bases foram desativadas, equipamentos estão sucateados, colegas perderam a vida e os traficantes de drogas avançam. Imagine se a Amazônia não fosse prioridade?”, AMAZÔNIA NUNCA SERÁ PRIORIDADE POIS A MESMA FAZ PARTE DE UM TRATADO HISTORICO.
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COCAÍNA E MUITA FALÁCIA NA TRIPLÍCE FRONTEIRA,
CRACK
NASA NÃO APOIA ESTUDOS SOBRE EXTRAS TERRESTRES
Richard Hoover, estudou fragmentos de vários tipos de meteoritos e disse ter encontrado criaturas com aspecto de bactéria, as quais chamou de "fósseis indígenas".
Busca por vida alieníngena é uma das maiores preocupações da humanidade.
Cientistas da Nasa afirmaram que não existem evidências científicas que apoiem a suposta descoberta de micróbios extraterrestres em um meteorito, conforme alega um dos especialistas da agência.
A agência espacial americana se distanciou assim formalmente do trabalho de Richard Hoover, cujas descobertas foram publicadas na sexta-feira na revista especializada Journal of Cosmology, disponível on-line.
Hoover estudou fragmentos de vários tipos de meteoritos e disse ter encontrado criaturas com aspecto de bactéria, as quais chamou de "fósseis indígenas". O QUE SERIA FOSSEIS ÍDIGENAS?
"É uma afirmação que Hoover já faz há alguns anos", explicou Carl Pilcher, diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa.
"Não tenho conhecimento de nenhum outro pesquisador de meteoritos apoie esta extraordinária afirmação, segundo a qual a evidência de micróbios no meteorito estaria presente antes que este chegasse à Terra e não que seria resultado da contaminação depois que o meteorito chegou à Terra".
Pilcher diz que os meteoritos estudados por Hoover caíram na Terra há 100 ou 200 anos e que foram muito manipulados pelos humanos, o que leva a crer que haja micróbios nele.
Paul Hertz, cientista-chefe do conselho da missão científica da Nasa em Washington, também emitiu um comunicado no qual afirma que a agência não apoia as conclusões de Hoover.
"Apesar de valorizarmos o livre intercâmbio de ideias, dados e informações como parte da pesquisa científica e técnica, a Nasa não pode apoiar uma afirmação científica a menos que tenha sido revisada por seus colegas e profundamente examinada por outros especialistas qualificados", afirmou Hertz.
Hoover acompanhou seu artigo com fotos nas quais aparecem formas similares a vermes e a notícia geral tanto entusiasmo como ceticismo entre os especialistas.
Busca por vida alieníngena é uma das maiores preocupações da humanidade.
Cientistas da Nasa afirmaram que não existem evidências científicas que apoiem a suposta descoberta de micróbios extraterrestres em um meteorito, conforme alega um dos especialistas da agência.
A agência espacial americana se distanciou assim formalmente do trabalho de Richard Hoover, cujas descobertas foram publicadas na sexta-feira na revista especializada Journal of Cosmology, disponível on-line.
Hoover estudou fragmentos de vários tipos de meteoritos e disse ter encontrado criaturas com aspecto de bactéria, as quais chamou de "fósseis indígenas". O QUE SERIA FOSSEIS ÍDIGENAS?
"É uma afirmação que Hoover já faz há alguns anos", explicou Carl Pilcher, diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa.
"Não tenho conhecimento de nenhum outro pesquisador de meteoritos apoie esta extraordinária afirmação, segundo a qual a evidência de micróbios no meteorito estaria presente antes que este chegasse à Terra e não que seria resultado da contaminação depois que o meteorito chegou à Terra".
Pilcher diz que os meteoritos estudados por Hoover caíram na Terra há 100 ou 200 anos e que foram muito manipulados pelos humanos, o que leva a crer que haja micróbios nele.
Paul Hertz, cientista-chefe do conselho da missão científica da Nasa em Washington, também emitiu um comunicado no qual afirma que a agência não apoia as conclusões de Hoover.
"Apesar de valorizarmos o livre intercâmbio de ideias, dados e informações como parte da pesquisa científica e técnica, a Nasa não pode apoiar uma afirmação científica a menos que tenha sido revisada por seus colegas e profundamente examinada por outros especialistas qualificados", afirmou Hertz.
Hoover acompanhou seu artigo com fotos nas quais aparecem formas similares a vermes e a notícia geral tanto entusiasmo como ceticismo entre os especialistas.
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CETICISMO,
CREDIBILIDADE,
CRENÇA,
ESTRATÉGIA.O QUE SERIA?
quarta-feira, 2 de março de 2011
JAVIER É PRESO EM FUGA NA TRIPLÍCE FRONTEIRA
Narcotraficante do Peru mais procurado é preso pela PF-AM
Com Javier foram apreendidas várias granadas. Foi preso, quando tentava atravessar o Rio Javari, em uma lancha.
Agentes da Polícia Federal prenderam, no final da tarde de terça-feira, no Javari, fronteira do Brasil com o Peru, o peruano Jair Ardela Mitchhue, 'Javier'. Era considerado pela polícia como sendo o maior narcotraficante daquele país. A prisão ocorreu durante a operação ‘Ilha’ deflagrada pela PF, de combate ao tráfico internacional de drogas em Tabatinga (a 1.108 quilômetros a oeste de Manaus).
Informações da PF, com Javier foram apreendidas várias granadas. Ele foi preso, quando tentava atravessar o Rio Javari, em uma lancha. O condutor da embarcação, assim que viu a aproximação dos agentes da PF, pulou no rio. O suspeito vai ser trazido para Manaus, agora pela manhã.
Ordela é apontado pela PF como sendo o responsável pelas mortes dos dois agentes da Federal, Leonardo Matzunaga Yamaguti, 26, e Mauro Lobo, 43, em novembro do ano passado. Na mesma ocasião, outro agente ficou ferido. Após as mortes foi montada um operação que resultou na prisão e morte dos principais envolvidos no confronto.
Operação ‘Ilhas’
Durante a operação Ilhas foram apreendidos 1,4 tonelada de cocaína, que segundo informações da Polícia Federal, pertencia ao grupo de Javier. As investigações iniciaram em 2009. Foram apreendidos também, R$ 160 mil e a prisão de 35 pessoas.
Ontem pela manhã, visando o encerramento das investigações foram expedidos pelo Juízo Federal da Subseção Judiciária em Tabatinga/Am 13 mandados de busca e apreensão, 27 mandados de prisão temporária e 01 mandado de prisão preventiva, que visa coibir a repressão do tráfico internacional de entorpecente praticado na fronteira do Estado do Amazonas com a Colômbia.
Com Javier foram apreendidas várias granadas. Foi preso, quando tentava atravessar o Rio Javari, em uma lancha.
Agentes da Polícia Federal prenderam, no final da tarde de terça-feira, no Javari, fronteira do Brasil com o Peru, o peruano Jair Ardela Mitchhue, 'Javier'. Era considerado pela polícia como sendo o maior narcotraficante daquele país. A prisão ocorreu durante a operação ‘Ilha’ deflagrada pela PF, de combate ao tráfico internacional de drogas em Tabatinga (a 1.108 quilômetros a oeste de Manaus).
Informações da PF, com Javier foram apreendidas várias granadas. Ele foi preso, quando tentava atravessar o Rio Javari, em uma lancha. O condutor da embarcação, assim que viu a aproximação dos agentes da PF, pulou no rio. O suspeito vai ser trazido para Manaus, agora pela manhã.
Ordela é apontado pela PF como sendo o responsável pelas mortes dos dois agentes da Federal, Leonardo Matzunaga Yamaguti, 26, e Mauro Lobo, 43, em novembro do ano passado. Na mesma ocasião, outro agente ficou ferido. Após as mortes foi montada um operação que resultou na prisão e morte dos principais envolvidos no confronto.
Operação ‘Ilhas’
Durante a operação Ilhas foram apreendidos 1,4 tonelada de cocaína, que segundo informações da Polícia Federal, pertencia ao grupo de Javier. As investigações iniciaram em 2009. Foram apreendidos também, R$ 160 mil e a prisão de 35 pessoas.
Ontem pela manhã, visando o encerramento das investigações foram expedidos pelo Juízo Federal da Subseção Judiciária em Tabatinga/Am 13 mandados de busca e apreensão, 27 mandados de prisão temporária e 01 mandado de prisão preventiva, que visa coibir a repressão do tráfico internacional de entorpecente praticado na fronteira do Estado do Amazonas com a Colômbia.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
GRINGOS SUBMARINOS E MUITO TRÁFICO DE DROGAS NA TRIPLÍCE FRONTEIRA
Devido a falta de policiamento na triplíce fronteira entre Colombia, Brasil e Perú, é cosntante os boatos sobre a utilização de submarinos para o tráfico de drogas na região amazônica.
Hoje a melhor forma de driblar as forças policias e militares daquela região.
submarinos possuem grande possibilidade de transporte até 9 toneladas de cocaína, fazendo com que o tráfico de entorpecentes continue sendo a força na economia daquela região.
Entrevistamos alguns moradores ribeirinhos perguntando se eles tem conhecimento do assunto nos foi dito, a equipe de Rumores da Amazônia. A historia de submarino ja é bem antiga, pois uma hora ou outra alguém comenta sobre isso. Moro em Tabatinga do lado do Brasil
nessa região sabemos de tudo que acontece aqui ou em Letícia na Colombia em Santa Rosa,nem se fala. Existem alguns pescadores que sempre estão falando dessa historia. Sabem que precisam ficar de boca fechada, tudo aqui é muito perigoso.
Ha muitos americanos por tras disso tudo! É frequente isso aqui ''Almerinda moradora de Letícia''.
''Antonio Silva Brasileiro, morador de Santa Rosa'' Diz Policias da Federal em Santa Rosa são corruptos, se vendem por qualquer migalha que esses gringos lhes dão. Fico muito triste, pois sei que esse boatos são constates. Já ouvi dizer, que um submarino, virou canoa com dois pescadores é o cúmulo. ''Joselito pescador''
Em Benjamin Costant, ja ouvi dizer que ''Gringos compram Cabeças de seres Humanos'', isso é inaceitavel de um ser humano. Pena que o dinheiro é uma necessidade muito grande, pois aqui a miséria está a solta. '' Augusto Atalaia do Norte''
O tráfico de drogas está mais explicito as pessoas fazem questão de mostrar que fazem parte da máfia,na pequena cidade de Tabatinga no Amazonas, pessoas nos procuram para falarem desesperadamente. A situação politica, não muda ha muito tempo, varias familias desempregadas, tudo porque não aceitavam a politica do outro candidato. Eram apontados e marcados, assim perdendo seus empregos isso até os dias de hoje sofrendo.
O tráfico de Drogas está cada vez mais forte. Nossas comunidades cada vez perdendo a sua essência nossos imãos Ticuna se predendo nas bebidas e Drogas.
Hoje a melhor forma de driblar as forças policias e militares daquela região.
submarinos possuem grande possibilidade de transporte até 9 toneladas de cocaína, fazendo com que o tráfico de entorpecentes continue sendo a força na economia daquela região.
Entrevistamos alguns moradores ribeirinhos perguntando se eles tem conhecimento do assunto nos foi dito, a equipe de Rumores da Amazônia. A historia de submarino ja é bem antiga, pois uma hora ou outra alguém comenta sobre isso. Moro em Tabatinga do lado do Brasil
nessa região sabemos de tudo que acontece aqui ou em Letícia na Colombia em Santa Rosa,nem se fala. Existem alguns pescadores que sempre estão falando dessa historia. Sabem que precisam ficar de boca fechada, tudo aqui é muito perigoso.
Ha muitos americanos por tras disso tudo! É frequente isso aqui ''Almerinda moradora de Letícia''.
''Antonio Silva Brasileiro, morador de Santa Rosa'' Diz Policias da Federal em Santa Rosa são corruptos, se vendem por qualquer migalha que esses gringos lhes dão. Fico muito triste, pois sei que esse boatos são constates. Já ouvi dizer, que um submarino, virou canoa com dois pescadores é o cúmulo. ''Joselito pescador''
Em Benjamin Costant, ja ouvi dizer que ''Gringos compram Cabeças de seres Humanos'', isso é inaceitavel de um ser humano. Pena que o dinheiro é uma necessidade muito grande, pois aqui a miséria está a solta. '' Augusto Atalaia do Norte''
O tráfico de drogas está mais explicito as pessoas fazem questão de mostrar que fazem parte da máfia,na pequena cidade de Tabatinga no Amazonas, pessoas nos procuram para falarem desesperadamente. A situação politica, não muda ha muito tempo, varias familias desempregadas, tudo porque não aceitavam a politica do outro candidato. Eram apontados e marcados, assim perdendo seus empregos isso até os dias de hoje sofrendo.
O tráfico de Drogas está cada vez mais forte. Nossas comunidades cada vez perdendo a sua essência nossos imãos Ticuna se predendo nas bebidas e Drogas.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Hidreletrica na Amazônia Causará Transtorno A Nova presidente do Brasil
A construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no centro do Pará, ainda enfrenta oito ações do Ministério Público Federal (MPF) pendentes de julgamento. Para o procurador da República Felício Pontes Junior, que encabeça todos os processos contra a usina desde 2005 (quando o governo Lula retomou o projeto), a usina virou "um festival de irregularidades".
Porque o sr. é contra a usina?
Estudos mostram que o aumento da potencia de usinas já existentes e o investimento em melhoria nas linhas de transmissão significariam nove Belo Montes em produção energética a um custo econômico e ambiental infinitamente menor. O próprio governo diz que a usina, depois de construída, ficará parada a maior parte do ano. Belo Monte é de longe a obra com mais graves impactos ambientais da história do Brasil.
Que tipo de impacto ambiental ela pode provocar?
Calculamos que 273 espécies de peixes estão ameaçadas com o secamento da volta grande do rio Xingu. Além disso, a água do rio, em Altamira, pode apodrecer, sem contar com a possibilidade de remoção de povos indígenas, que significa genocídio.
Na sua opinião, o que motiva a pressa do governo?
A eleição teve influência. Tanta violência e falta de rigor técnico deveu-se à vontade de fazer o leilão antes das eleições. Na prestação de contas da eleição, as empreiteiras, maiores beneficiárias de Belo Monte, aparecem como principais doadoras de todos os candidatos.
Quais são as principais irregularidades apontadas pelo Ministério Público Federal para impedir a realização da obra?
Consideramos Belo Monte um dos empreendimentos mais graves do ponto de vista da violação de direitos fundamentais na Amazônia. Em primeiro lugar, não foi feita oitiva com os indígenas afetados, como manda a Constituição, o que pode criar uma situação de conflito no Xingu. Os estudos foram aceitos incompletos, o que viola o direito da sociedade, dos cientistas brasileiros, das comunidades afetadas, de analisar os impactos antes de ir debatê-los nas audiências públicas, que acontecem 45 dias após a conclusão dos estudos.
O encaminhamento dado ao projeto dificultou o debate?
O que o Ministério Público queria ter visto eram audiências com as comunidades afetadas, o que representaria a chance para todos se manifestarem, um debate democrático e verdadeiro. Pedimos isso ao Ibama por meio de recomendação, mas aconteceu o oposto: foram apenas 4 audiências, quando 11 municípios serão afetados.
O debate não foi possível nas audiências?
Nas audiências ocorreram irregularidades gravíssimas, causadas pela postura do governo de impedir o debate, impedir o contraditório, até os membros do MP tiveram dificuldade para se manifestar, tamanho era o aparato policial e a escassez do tempo para questionamentos. Isso motivou uma ação judicial nossa também. Após as audiências realizadas nesse clima de guerra, a máquina governamental se movimentou como rolo compressor. Houve pressão sobre procuradores, com representações da Advocacia Geral da União acusações absurdas - tudo já arquivado, por sinal.
Como começou o conflito?
No ano 2000, representantes do povo Juruna disseram que encontraram nas margens do rio várias tábuas com números gravados. Eram réguas de medição. Os índios temiam que fosse mais uma tentativa de construir uma barragem no Xingu. Começamos imediatamente uma investigação. Os estudos para a construção da usina já estavam avançados.
Na prática, se o projeto continuar, o que vai mudar na região do Xingu na sua opinião?
Se Belo Monte for construída na forma como o governo pretende, sem um debate mais profundo , Brasil estará jogando no lixo a chance de construir o desenvolvimento sustentável na Amazônia.
Porque o sr. é contra a usina?
Estudos mostram que o aumento da potencia de usinas já existentes e o investimento em melhoria nas linhas de transmissão significariam nove Belo Montes em produção energética a um custo econômico e ambiental infinitamente menor. O próprio governo diz que a usina, depois de construída, ficará parada a maior parte do ano. Belo Monte é de longe a obra com mais graves impactos ambientais da história do Brasil.
Que tipo de impacto ambiental ela pode provocar?
Calculamos que 273 espécies de peixes estão ameaçadas com o secamento da volta grande do rio Xingu. Além disso, a água do rio, em Altamira, pode apodrecer, sem contar com a possibilidade de remoção de povos indígenas, que significa genocídio.
Na sua opinião, o que motiva a pressa do governo?
A eleição teve influência. Tanta violência e falta de rigor técnico deveu-se à vontade de fazer o leilão antes das eleições. Na prestação de contas da eleição, as empreiteiras, maiores beneficiárias de Belo Monte, aparecem como principais doadoras de todos os candidatos.
Quais são as principais irregularidades apontadas pelo Ministério Público Federal para impedir a realização da obra?
Consideramos Belo Monte um dos empreendimentos mais graves do ponto de vista da violação de direitos fundamentais na Amazônia. Em primeiro lugar, não foi feita oitiva com os indígenas afetados, como manda a Constituição, o que pode criar uma situação de conflito no Xingu. Os estudos foram aceitos incompletos, o que viola o direito da sociedade, dos cientistas brasileiros, das comunidades afetadas, de analisar os impactos antes de ir debatê-los nas audiências públicas, que acontecem 45 dias após a conclusão dos estudos.
O encaminhamento dado ao projeto dificultou o debate?
O que o Ministério Público queria ter visto eram audiências com as comunidades afetadas, o que representaria a chance para todos se manifestarem, um debate democrático e verdadeiro. Pedimos isso ao Ibama por meio de recomendação, mas aconteceu o oposto: foram apenas 4 audiências, quando 11 municípios serão afetados.
O debate não foi possível nas audiências?
Nas audiências ocorreram irregularidades gravíssimas, causadas pela postura do governo de impedir o debate, impedir o contraditório, até os membros do MP tiveram dificuldade para se manifestar, tamanho era o aparato policial e a escassez do tempo para questionamentos. Isso motivou uma ação judicial nossa também. Após as audiências realizadas nesse clima de guerra, a máquina governamental se movimentou como rolo compressor. Houve pressão sobre procuradores, com representações da Advocacia Geral da União acusações absurdas - tudo já arquivado, por sinal.
Como começou o conflito?
No ano 2000, representantes do povo Juruna disseram que encontraram nas margens do rio várias tábuas com números gravados. Eram réguas de medição. Os índios temiam que fosse mais uma tentativa de construir uma barragem no Xingu. Começamos imediatamente uma investigação. Os estudos para a construção da usina já estavam avançados.
Na prática, se o projeto continuar, o que vai mudar na região do Xingu na sua opinião?
Se Belo Monte for construída na forma como o governo pretende, sem um debate mais profundo , Brasil estará jogando no lixo a chance de construir o desenvolvimento sustentável na Amazônia.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Korubos isolados reaparecem no Javari
Agentes da Funai fazem contato com índios de tribo isolada na Amazônia
Os primeiros contatos com os korubos terminaram em morte. Em pleno século 21, o Brasil ainda tem cerca de dez mil índios que vivem longe de qualquer contato com o resto do mundo.
Atalaia do Norte – AM
Na margem, cinco korubos, que vivem escondidos na mata, afastados da civilização. No barco, um linguista tenta conversar com eles.
A distância entre os dois grupos não chega a quinze metros. Mas se for medida em tempo, são 500 anos, no mínimo. Esses índios vivem de forma parecida com os que Cabral encontrou.
Há dois anos a descoberta de uma tribo perdida no Acre foi manchete no mundo todo. A Funai calcula que mais de dez mil índios ainda vivem escondidos nas florestas brasileiras.
Alguns grupos estão quase extintos. Dos akuntsu, de Rondônia, sobraram cinco pessoas. Mas o vale do rio Javari, na fronteira do Amazonas com o Peru, ainda preserva quatro grandes grupos isolados .
“Nesta região está a maior concentração de povos isolados do Brasil, inclusive confirmados. Pode ser do mundo também”, diz Elias Bigio, coordenador de índios isolados – Funai.
Esta floresta protegida, quase do tamanho de dois estados do Rio de Janeiro abriga mais de oito mil índios. Metade vive completamente afastada da civilização.
Os primeiros contatos com os korubos terminaram em morte. Imagens mostram o resgate dos corpos de quatro índios. Quem apontou o local foi um dos treze madeireiros que participaram da emboscada.
"Eles morreram muito com madeireiros, seringais. Como eles também mataram muitas pessoas na região”, comenta Rieli Franciscato, coordenador da Frente de Proteção do Vale do Javari - Funai
Eles atacam com bordunas. Por isso ganharam o nome de caceteiros. Em 1996, depois de uma briga que terminou na morte do marido da índia Maiá, uma parte dos korubos fugiu da aldeia e foi morar na beira do rio Itacoaí.
A Funai dessa vez conseguiu se aproximar deles e montou uma base a cinco quilômetros dessa tribo. Um ano depois os korubos mataram mais um sertanista.
“Só de funcionários da Funai, aqui morreram sete funcionários nessas tentativas de contato", diz Rieli Franciscato, coordenador da Frente de Proteção do Vale do Javari – Funai.
Nós fomos até uma aldeia. Vinte e sete pessoas moram em duas malocas cobertas por folhas. A tribo cresceu, está cheia de crianças. A vida não mudou muito. Os homens ainda usam bordunas pra se defender; zarabatanas e arcos pra caçar. Só falam idioma korubo.
Quem manda é a temida Mayá. É a própria cacique quem corta cabelo na tribo. Ela usa um capim afiado para raspar a cabeça no estilo korubo. Uma vez Maiá foi até Manaus fazer tratamento de saúde. Ficou assustada. “Muitos, muitos brancos”, afirma.
Agora ela usa saia para evitar os mosquitos. Cuida de duas panelas velhas, como tesouro. O que mais deseja é um motor, para a canoa da tribo.
Naquela conversa na beira do rio, o linguista Sanderson contou aos cinco índios que os parentes que fugiram da tribo há quatorze anos estavam bem; os isolados disseram que se lembravam de Maiá, mas achavam que ela estava morta.
“Não acreditaram que eles estavam vivos e com a gente ainda por cima. O principal objetivo deste diálogo com os korubos é prevenir eles sobre os riscos que eles têm, por que como eles aparecem todo verão na margem dos rios, os korubos isolados podem contrairn uma doença e se isso se dissemina, pode vir a morrer todo mundo”, diz Sanderson Soares, linguista UNB - Funai.
Os conflitos violentos ficaram no passado. O perigo que ameaça essas pessoas agora são as doenças, principalmente a hepatite e a malária.
Tawan já foi um guerreiro temido. Agora procura ajuda para a filha, no posto da Funai. Tuxi teve cinco surtos só no primeiro semestre. Chorava muito, com dores, vômito e diarréia. No grupo de Maiá, só oito não tiveram malária este ano.
Há dois anos, exames feitos em dois mil e setecentos índios revelaram que 88,7% tiveram hepatite A e 56,4% já foram contaminados pela hepatite B. Mas a Funai quer mais apoio da recém criada Secretaria de Saúde Indígena.
“É para que ela faça trabalho junto aos povos contatados e à população ribeirinha não indígena que vive naquela região, se tivermos esse povo que vive no entorno protegido, estaremos protegendo também os povos isolados”, declara Elias Bigio, coordenador de índios isolados – Funai.
A Secretaria Especial de Saúde indígena informou que, no mês passado, uma equipe de médicos foi ao vale do javari para vacinar os índios.A partir de abril do ano que vem a secretaria assume totalmente o atendimento aos indígenas que ainda está sob a responsabilidade da Fundação Nacional de Saúde.
Os primeiros contatos com os korubos terminaram em morte. Em pleno século 21, o Brasil ainda tem cerca de dez mil índios que vivem longe de qualquer contato com o resto do mundo.
Atalaia do Norte – AM
Na margem, cinco korubos, que vivem escondidos na mata, afastados da civilização. No barco, um linguista tenta conversar com eles.
A distância entre os dois grupos não chega a quinze metros. Mas se for medida em tempo, são 500 anos, no mínimo. Esses índios vivem de forma parecida com os que Cabral encontrou.
Há dois anos a descoberta de uma tribo perdida no Acre foi manchete no mundo todo. A Funai calcula que mais de dez mil índios ainda vivem escondidos nas florestas brasileiras.
Alguns grupos estão quase extintos. Dos akuntsu, de Rondônia, sobraram cinco pessoas. Mas o vale do rio Javari, na fronteira do Amazonas com o Peru, ainda preserva quatro grandes grupos isolados .
“Nesta região está a maior concentração de povos isolados do Brasil, inclusive confirmados. Pode ser do mundo também”, diz Elias Bigio, coordenador de índios isolados – Funai.
Esta floresta protegida, quase do tamanho de dois estados do Rio de Janeiro abriga mais de oito mil índios. Metade vive completamente afastada da civilização.
Os primeiros contatos com os korubos terminaram em morte. Imagens mostram o resgate dos corpos de quatro índios. Quem apontou o local foi um dos treze madeireiros que participaram da emboscada.
"Eles morreram muito com madeireiros, seringais. Como eles também mataram muitas pessoas na região”, comenta Rieli Franciscato, coordenador da Frente de Proteção do Vale do Javari - Funai
Eles atacam com bordunas. Por isso ganharam o nome de caceteiros. Em 1996, depois de uma briga que terminou na morte do marido da índia Maiá, uma parte dos korubos fugiu da aldeia e foi morar na beira do rio Itacoaí.
A Funai dessa vez conseguiu se aproximar deles e montou uma base a cinco quilômetros dessa tribo. Um ano depois os korubos mataram mais um sertanista.
“Só de funcionários da Funai, aqui morreram sete funcionários nessas tentativas de contato", diz Rieli Franciscato, coordenador da Frente de Proteção do Vale do Javari – Funai.
Nós fomos até uma aldeia. Vinte e sete pessoas moram em duas malocas cobertas por folhas. A tribo cresceu, está cheia de crianças. A vida não mudou muito. Os homens ainda usam bordunas pra se defender; zarabatanas e arcos pra caçar. Só falam idioma korubo.
Quem manda é a temida Mayá. É a própria cacique quem corta cabelo na tribo. Ela usa um capim afiado para raspar a cabeça no estilo korubo. Uma vez Maiá foi até Manaus fazer tratamento de saúde. Ficou assustada. “Muitos, muitos brancos”, afirma.
Agora ela usa saia para evitar os mosquitos. Cuida de duas panelas velhas, como tesouro. O que mais deseja é um motor, para a canoa da tribo.
Naquela conversa na beira do rio, o linguista Sanderson contou aos cinco índios que os parentes que fugiram da tribo há quatorze anos estavam bem; os isolados disseram que se lembravam de Maiá, mas achavam que ela estava morta.
“Não acreditaram que eles estavam vivos e com a gente ainda por cima. O principal objetivo deste diálogo com os korubos é prevenir eles sobre os riscos que eles têm, por que como eles aparecem todo verão na margem dos rios, os korubos isolados podem contrairn uma doença e se isso se dissemina, pode vir a morrer todo mundo”, diz Sanderson Soares, linguista UNB - Funai.
Os conflitos violentos ficaram no passado. O perigo que ameaça essas pessoas agora são as doenças, principalmente a hepatite e a malária.
Tawan já foi um guerreiro temido. Agora procura ajuda para a filha, no posto da Funai. Tuxi teve cinco surtos só no primeiro semestre. Chorava muito, com dores, vômito e diarréia. No grupo de Maiá, só oito não tiveram malária este ano.
Há dois anos, exames feitos em dois mil e setecentos índios revelaram que 88,7% tiveram hepatite A e 56,4% já foram contaminados pela hepatite B. Mas a Funai quer mais apoio da recém criada Secretaria de Saúde Indígena.
“É para que ela faça trabalho junto aos povos contatados e à população ribeirinha não indígena que vive naquela região, se tivermos esse povo que vive no entorno protegido, estaremos protegendo também os povos isolados”, declara Elias Bigio, coordenador de índios isolados – Funai.
A Secretaria Especial de Saúde indígena informou que, no mês passado, uma equipe de médicos foi ao vale do javari para vacinar os índios.A partir de abril do ano que vem a secretaria assume totalmente o atendimento aos indígenas que ainda está sob a responsabilidade da Fundação Nacional de Saúde.
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Saúde índegena um Caos nas mãos da FUNAI
Foto de índios encontradas na Europa
Dupla foi para o Reino Unido como exemplo de sua etnia. Ideia de levá-los para lá foi de irlandês defensor dos direitos humanos.
[ i ] Os índios foram levados para o Reino Unido pelo aventureiro irlandês Roger Casement. Foto: Divulgação/Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade de Cambridge
A pesquisadora Lesley Wylie, da Universidade de Leicester, no Reino Unido, encontrou duas fotos dadas como perdidas que mostram dois índios levados da Amazônia para a Europa em 1911.
As imagens, feitas por John Thomson, um fotógrafo etnográfico escocês, são bem ao estilo dos registros antropológicos feitos naquela época, com os dois indígenas colocados diante de um fundo branco, como meros modelos da etnia a que pertenciam.
Os índios foram levados para o Reino Unido pelo aventureiro irlandês Roger Casement. Em 1910 e 1911, ele foi mandado pelo governo britânico para a região do Rio Putumayo, que hoje define a fronteira entre Peru e Colômbia, para averiguar denúncias de desrespeito aos direitos humanos nos seringais do empresário peruano Julio César Arana.
Casement concluiu que mais de 30 mil índios haviam morrido para produzir 4 mil toneladas de borracha na região. Arana era proprietário da Peruvian Amazon Company, com sede em Londres, que negociava a matéria-prima na Europa. Casement esteve duas vezes na área do Putumayo e coletou evidências de tortura, estupros em massa, mutilações, execuções e perseguições aos índios locais, que tiveram sua população, de acordo com os cálculos do britânico, reduzida de 50 mil para 8 mil pessoas entre 1906 e 1911.
Quando publicou o relatório sobre seu levantamento, em 1912, Casement fez com que Arana tivesse que se explicar às autoridades inglesas. A Peruvian Amazon Company acabou sendo liquidada, num dos primeiros grandes casos de indignação da opinião pública contra os abusos dos direitos humanos.
As fotos foram encontradas junto com um artigo sobre o trabalho de Casement, que teria levado os índios para a Europa para que fossem fotografados e retratados em pintura.
O próprio Casement, que até então era tido em alta estima pelo governo britânico, acabou sendo enforcado em 1916 por traição, por se engajar no movimento de independência da Irlanda do Reino Unido.
[ i ] Os índios foram levados para o Reino Unido pelo aventureiro irlandês Roger Casement. Foto: Divulgação/Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade de Cambridge
A pesquisadora Lesley Wylie, da Universidade de Leicester, no Reino Unido, encontrou duas fotos dadas como perdidas que mostram dois índios levados da Amazônia para a Europa em 1911.
As imagens, feitas por John Thomson, um fotógrafo etnográfico escocês, são bem ao estilo dos registros antropológicos feitos naquela época, com os dois indígenas colocados diante de um fundo branco, como meros modelos da etnia a que pertenciam.
Os índios foram levados para o Reino Unido pelo aventureiro irlandês Roger Casement. Em 1910 e 1911, ele foi mandado pelo governo britânico para a região do Rio Putumayo, que hoje define a fronteira entre Peru e Colômbia, para averiguar denúncias de desrespeito aos direitos humanos nos seringais do empresário peruano Julio César Arana.
Casement concluiu que mais de 30 mil índios haviam morrido para produzir 4 mil toneladas de borracha na região. Arana era proprietário da Peruvian Amazon Company, com sede em Londres, que negociava a matéria-prima na Europa. Casement esteve duas vezes na área do Putumayo e coletou evidências de tortura, estupros em massa, mutilações, execuções e perseguições aos índios locais, que tiveram sua população, de acordo com os cálculos do britânico, reduzida de 50 mil para 8 mil pessoas entre 1906 e 1911.
Quando publicou o relatório sobre seu levantamento, em 1912, Casement fez com que Arana tivesse que se explicar às autoridades inglesas. A Peruvian Amazon Company acabou sendo liquidada, num dos primeiros grandes casos de indignação da opinião pública contra os abusos dos direitos humanos.
As fotos foram encontradas junto com um artigo sobre o trabalho de Casement, que teria levado os índios para a Europa para que fossem fotografados e retratados em pintura.
O próprio Casement, que até então era tido em alta estima pelo governo britânico, acabou sendo enforcado em 1916 por traição, por se engajar no movimento de independência da Irlanda do Reino Unido.
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