Conselho indigenista denuncia Brasil à ONU e pede intervenção
Entre 2003 e 2010 morreram 250 índios guarani kaiowá no Mato Grosso do Sul e outros 300 indígenas no Vale do Javari, no Amazonas.
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) denunciou o Brasil à Organização das Nações Unidas (ONU), pedindo sua intervenção junto ao governo para solucionar os conflitos com os povos indígenas. De acordo com a entidade religiosa, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em condições precárias de vida, entre 2003 e 2010 morreram 250 índios guarani kaiowá no Mato Grosso do Sul e outros 300 indígenas no Vale do Javari, no Amazonas.
A denúncia e o pedido de intervenção foram feitos esta semana, em uma reunião de entidades sociais com a subsecretária-geral para Asssuntos Humanitários da ONU, Valerie Amos. De acordo com o Cimi, o encontro foi realizado na sede do Itamaraty no Rio de Janeiro.
Decidimos denunciar o Brasil às Nações Unidas porque já levamos ao conhecimento do órgãos federais as constantes violações de direitos humanos no Vale do Javari e no Mato Grosso do Sul, mas nada foi feito - disse o representante do Cimi no encontro, Adelar Cupsinski.
No Vale do Javari, segundo a entidade, 8% da população indígena foi morta por doenças controláveis, como os diversos tipos de hepatite e a diarreia infantil.
Há um genocídio silencioso no Vale do Javari. São 300 mortes por doenças como a hepatite, uma situação que o governo brasileiro conhece desde os anos 80 - denunciou Cupsinski.
Ele afirmou ainda que as denúncias sobre as condições de vida dos guarani kaiowá já foram levadas à Organização dos Estados Americanos (OEA):
Na OEA, o Brasil já apresentou contestação, e o processo está em análise. No Mato Grosso do Sul, há uma situação de confinamento dos povos indígenas em pequenas reservas.
sábado, 7 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
GRIPE SUÍNA MATA DOIS YANOMAMI EM RORAIMA
Gripe suína pode ser responsável pela morte de dois índios Yanomami em Roraima
Apesar da suspeita, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) informou que ainda não é possível dizer se os casos são de gripe suína.
Autoridades de saúde investigam casos de gripe aguda entre índios Yanomami, em Roraima. Nos últimos dez dias, dois índios, um bebê e um adulto, morreram em decorrência de uma síndrome respiratória aguda, com sintomas característicos da influenza A (H1N1) – gripe suína. Apesar da suspeita, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) informou que ainda não é possível dizer se os casos são de gripe suína. O laboratório central de Boa Vista está analisando 40 amostras colhidas nas aldeias.
Os índios com sintomas de gripe estão sendo tratados com o remédio Tamiflu, o mais usado contra o vírusInfluenza H1N1. Os doentes em estado mais grave estão sendo transferidos para hospitais da capital de Roraima e para Casa de Assistência Indígena (Casai). De acordo com a secretaria, nesta época do ano aumenta o número de casos de gripe na região.
A campanha nacional de vacinação contra a gripe comum, incluindo a gripe suína, começa no dia 5 maio. Os indíos fazem parte do público-alvo, junto com idosos (a partir de 60 anos), crianças de 6 meses a 2 anos de idade, gestantes e profissionais de saúde.
No último dia 3, o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação judicial para obrigar a Sesai a regularizar o fornecimento de remédios às casas de apoio aos índios Yanomami em Roraima. De acordo com o MPF, há pacientes internados na Casai por mais de seis meses e que não têm alta por falta de remédios para prosseguir com o tratamento.
Apesar da suspeita, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) informou que ainda não é possível dizer se os casos são de gripe suína.
Autoridades de saúde investigam casos de gripe aguda entre índios Yanomami, em Roraima. Nos últimos dez dias, dois índios, um bebê e um adulto, morreram em decorrência de uma síndrome respiratória aguda, com sintomas característicos da influenza A (H1N1) – gripe suína. Apesar da suspeita, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) informou que ainda não é possível dizer se os casos são de gripe suína. O laboratório central de Boa Vista está analisando 40 amostras colhidas nas aldeias.
Os índios com sintomas de gripe estão sendo tratados com o remédio Tamiflu, o mais usado contra o vírusInfluenza H1N1. Os doentes em estado mais grave estão sendo transferidos para hospitais da capital de Roraima e para Casa de Assistência Indígena (Casai). De acordo com a secretaria, nesta época do ano aumenta o número de casos de gripe na região.
A campanha nacional de vacinação contra a gripe comum, incluindo a gripe suína, começa no dia 5 maio. Os indíos fazem parte do público-alvo, junto com idosos (a partir de 60 anos), crianças de 6 meses a 2 anos de idade, gestantes e profissionais de saúde.
No último dia 3, o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação judicial para obrigar a Sesai a regularizar o fornecimento de remédios às casas de apoio aos índios Yanomami em Roraima. De acordo com o MPF, há pacientes internados na Casai por mais de seis meses e que não têm alta por falta de remédios para prosseguir com o tratamento.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
TRÁFICO TEM GRANDE APOIO DA SEITA ISRAELITA EM TRIPLÍCE FRONTEIRA NO ALTO SOLIMÕES
O município peruano de Islândia, na fronteira com Benjamin Constant e Tabatinga, no Alto Solimões, é a base urbana da seita que espera pelo fim do mundo (Antônio Menezes )
A produção da folha de coca pelos membros da seita Associação de Missão Israelita, que vivem concentrados nas margens do rio Javari, na Província Marechal Ramon Castila, no Peru, está abastecendo o Amazonas com cocaína, segundo informações do superintendente da Polícia Federal, delegado Sérgio Fontes. A Polícia Federal e a polícia Peruana têm planos de realizar três operações para tentar erradicar o plantio de coca pelos seguidores da seita.
o superintendente, antes a plantação de coca estava concentrada nos vales andinos, mas agora chegou à Amazônia peruana e está bem perto da fronteira com o Brasil.
Os israelitas são os responsáveis pela maioria da produção da folha de coca na região. Além deles índios peruanos também estão fazendo o cultivo no mesmo local.
Sérgio Fontes informou que há mais de cinco anos os israelitas começaram a cultivar a folha de coca em larga escala. Toda produção é vendida para organizações criminosas peruanas e depois de processar a droga abastece o mercado local. A cocaína entra pelas cidades amazonenses de Tabatinga e Benjamim Constant, na tríplice fronteira.
A estimativa do governo peruano é de que as plantações de coca na fronteira já ocupam uma área estimada entre 5 e 10 mil hectares. Quanto a quantidade de coca que é produzida anualmente pelos israelitas, Sérgio Fontes disse que não tem informações suficientes para estimar.
Agora a informação é de que os israelitas vem aumentando a sua produção a cada ano. Para o superintendente a erradicação definitiva das plantações de coca pela polícia peruana será a solução.
Mas, segundo Fontes não basta apenas erradicar ou reprimir o cultivo da coca pelo israelitas e índios. O governo peruano precisa oferecer outras alternativas como o uso da tecnologia para melhorar a produção agrícola, comprar o que eles produzem de forma que melhore a qualidade de vida deles.
Parceria
O superintendente da Polícia Federal disse que no ano passado, as policiais brasileira e peruana realizaram a operação Trapézio que teve como um dos objetivos a erradicação de cultivos de folha de coca na amazônia peruana. Segundo Sérgio Fontes a previsão é de que seja realizada anualmente três operações semelhante a Trapézio. Para o superintendente a idéia é reprimir a entrada da droga em território brasileiro.
Operação destruiu oito toneladas
O superintendente da Polícia Federal Sérgio Fontes disse que durante a operação Trapézio foram destruídos poças de masseração de folhas de coca que resultariam em aproximadamente 8 toneladas de droga. Foram encontrados, no meio da selva, 30 laboratórios rústicos de produção de pasta base.
Ainda na região foram encontrados insumos para produção da droga como combustíveis, ácidos, cal, tanques utilizados para maceração das folhas de coca e barracas para abrigar os camponeses. Todo o material encontrado foi destruído por meio de incineração e explosivos. A Polícia Federal esteve em um dos locais de plantio de coca e colheu amostras de folhas, solo e água. O material foi levado para o Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, onde está sendo realizado estudo para determinar qual a variação da planta de coca e se houve manipulação genética para que seu desenvolvimento ocorresse na selva e em baixas altitudes. Os estudos ainda não foram concluídos.
Fim do mundo
Associação de Missão Israelita foi fundada em 1968 por Ezequiel Ataucusi Gamonal. Eles esperam pelo fim do mundo. De acordo com o superintendente da Polícia Federal existem hoje aproximadamente 300 famílias que professar a seita e vivem num estado de pobreza, praticam a agricultura de subsistência.
A produção da folha de coca pelos membros da seita Associação de Missão Israelita, que vivem concentrados nas margens do rio Javari, na Província Marechal Ramon Castila, no Peru, está abastecendo o Amazonas com cocaína, segundo informações do superintendente da Polícia Federal, delegado Sérgio Fontes. A Polícia Federal e a polícia Peruana têm planos de realizar três operações para tentar erradicar o plantio de coca pelos seguidores da seita.
o superintendente, antes a plantação de coca estava concentrada nos vales andinos, mas agora chegou à Amazônia peruana e está bem perto da fronteira com o Brasil.
Os israelitas são os responsáveis pela maioria da produção da folha de coca na região. Além deles índios peruanos também estão fazendo o cultivo no mesmo local.
Sérgio Fontes informou que há mais de cinco anos os israelitas começaram a cultivar a folha de coca em larga escala. Toda produção é vendida para organizações criminosas peruanas e depois de processar a droga abastece o mercado local. A cocaína entra pelas cidades amazonenses de Tabatinga e Benjamim Constant, na tríplice fronteira.
A estimativa do governo peruano é de que as plantações de coca na fronteira já ocupam uma área estimada entre 5 e 10 mil hectares. Quanto a quantidade de coca que é produzida anualmente pelos israelitas, Sérgio Fontes disse que não tem informações suficientes para estimar.
Agora a informação é de que os israelitas vem aumentando a sua produção a cada ano. Para o superintendente a erradicação definitiva das plantações de coca pela polícia peruana será a solução.
Mas, segundo Fontes não basta apenas erradicar ou reprimir o cultivo da coca pelo israelitas e índios. O governo peruano precisa oferecer outras alternativas como o uso da tecnologia para melhorar a produção agrícola, comprar o que eles produzem de forma que melhore a qualidade de vida deles.
Parceria
O superintendente da Polícia Federal disse que no ano passado, as policiais brasileira e peruana realizaram a operação Trapézio que teve como um dos objetivos a erradicação de cultivos de folha de coca na amazônia peruana. Segundo Sérgio Fontes a previsão é de que seja realizada anualmente três operações semelhante a Trapézio. Para o superintendente a idéia é reprimir a entrada da droga em território brasileiro.
Operação destruiu oito toneladas
O superintendente da Polícia Federal Sérgio Fontes disse que durante a operação Trapézio foram destruídos poças de masseração de folhas de coca que resultariam em aproximadamente 8 toneladas de droga. Foram encontrados, no meio da selva, 30 laboratórios rústicos de produção de pasta base.
Ainda na região foram encontrados insumos para produção da droga como combustíveis, ácidos, cal, tanques utilizados para maceração das folhas de coca e barracas para abrigar os camponeses. Todo o material encontrado foi destruído por meio de incineração e explosivos. A Polícia Federal esteve em um dos locais de plantio de coca e colheu amostras de folhas, solo e água. O material foi levado para o Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, onde está sendo realizado estudo para determinar qual a variação da planta de coca e se houve manipulação genética para que seu desenvolvimento ocorresse na selva e em baixas altitudes. Os estudos ainda não foram concluídos.
Fim do mundo
Associação de Missão Israelita foi fundada em 1968 por Ezequiel Ataucusi Gamonal. Eles esperam pelo fim do mundo. De acordo com o superintendente da Polícia Federal existem hoje aproximadamente 300 famílias que professar a seita e vivem num estado de pobreza, praticam a agricultura de subsistência.
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Isolamento de Etnia Mascho-Piro no Peru Causa Polêmica
Peru quer manter isolamento de indígenas na Amazônia
Fotos de uma família "isolada" de mascho-piro, que vivia na reserva natural de Manu, na província de Madre de Diós causam polêmica.
Autoridades ambientais do Peru pediram para não entrar em contato com indígenas amazônicos isolados uma foto da tribo mascho-piro no sudeste do país, usada por ONG de defesa dos direitos humanos dos indígenas, Survival Internacional.
"Recomendamos não tentar jamais entrar em contato com essas comunidades (isoladas), que se esforçam para ficar afastadas do mundo externo",(Sernanp).
Informou ainda que a pessoa que tentar entrar em contato pode ser portador de "vírus fatais" e afetar os indígenas, que são sensíveis a doenças não existentes nas regiões em que vivem. Além disso, os nativos podem se mostrar hostis.
Huacchillo também recomendou "não deixar alimentos, objetos, roupas de presente, como fazem às vezes moradores da região ou turistas com o objetivo de desenvolver contato com os indígenas isolados".
As fotos,foram tiradas no fim de 2011 por um arqueólogo e uma simpatizante do grupo.
Há um ano, a ONG já havia divulgado fotos de grupos indígenas isolados na mesma região amazônica, mas que habitam o lado brasileiro.
As autoridades peruanas consideram que há cerca de 15 comunidades de indígenas isolados em suas regiões amazônicas. A Survival Internacional, por sua vez, considera a existência de 100 tribos isoladas.
Fotos de uma família "isolada" de mascho-piro, que vivia na reserva natural de Manu, na província de Madre de Diós causam polêmica.
Autoridades ambientais do Peru pediram para não entrar em contato com indígenas amazônicos isolados uma foto da tribo mascho-piro no sudeste do país, usada por ONG de defesa dos direitos humanos dos indígenas, Survival Internacional.
"Recomendamos não tentar jamais entrar em contato com essas comunidades (isoladas), que se esforçam para ficar afastadas do mundo externo",(Sernanp).
Informou ainda que a pessoa que tentar entrar em contato pode ser portador de "vírus fatais" e afetar os indígenas, que são sensíveis a doenças não existentes nas regiões em que vivem. Além disso, os nativos podem se mostrar hostis.
Huacchillo também recomendou "não deixar alimentos, objetos, roupas de presente, como fazem às vezes moradores da região ou turistas com o objetivo de desenvolver contato com os indígenas isolados".
As fotos,foram tiradas no fim de 2011 por um arqueólogo e uma simpatizante do grupo.
Há um ano, a ONG já havia divulgado fotos de grupos indígenas isolados na mesma região amazônica, mas que habitam o lado brasileiro.
As autoridades peruanas consideram que há cerca de 15 comunidades de indígenas isolados em suas regiões amazônicas. A Survival Internacional, por sua vez, considera a existência de 100 tribos isoladas.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Haitianos 'Mulas' do Tráfico na Triplíce Fronteira Gera Polêmica
A Prefeitura de Tabatinga, cidade do Amazonas onde 1.249 haitianos estão em situação irregular, aguardando a concessão de visto humanitário, e que registrou a entrada de 208 deles em apenas cinco dias, disse que já fez tudo que podia para ajudar os estrangeiros. O município afirma que não pode usar verbas de fundos municipais para auxiliá-los.Segundo o secretário de Comunicação, Francisco Magdo Ferreira, os serviços públicos da cidade, como postos de saúde, sofrem com a sobrecarga de usuários, já que não param de chegar estrangeiros.
Ferreira teme que os haitianos, sem condições de se alimentar e dormir adequadamente, recorram ao tráfico de drogas para obter dinheiro. “Daqui a pouco eles vão começar a passar fome e o tráfico vai começar a treinar eles, vão passar a ser "mula" (transportador de droga). Estamos na porta de entrada de tudo quanto é droga que entra pelo mundo”, afirma.
De acordo com o censo do IBGE, Tabatinga tem cerca de 52 mil habitantes. Porém, segundo Ferreira, a população flutuante da cidade é de quase o dobro de pessoas, por ser uma cidade com muitos estrangeiros e de fronteira.
“A prefeitura não pode retirar dinheiro dos fundos da educação e da saúde para isso. Hoje chegam de 40 a 50 haitianos por semana. Só de peruanos morando aqui temos 10 mil, que não foram computados no censo. Tabatinga tem de 80 mil a 90 mil pessoas usando os serviços públicos”, conta o secretário.
De acordo com o secretário de Comunicação de Tabatinga, no ano passado a prefeitura pediu que o governo estadual e a União liberassem verbas para ajudar os haitianos e encaminhou relatório para o Ministério das Relações Exteriores relatando as dificuldades.
“Solicitamos verba específica para ajudá-los fornecendo alojamento e alimentação. Não tivemos nenhuma resposta até hoje”, disse Ferreira, afirmando que o orçamento da prefeitura do ano passado era de R$ 3 milhões e que a cidade não tem sequer um abrigo público.
De acordo com equipe da organização não-governamental Médicos Sem Fronteira que está em Tabatinga, há haitianos dormindo nas ruas, e grupos de 40 pessoas tendo que dividir uma única latrina, em situações inadequadas de higiene. Muitos dependem da doação de refeições feitas pela Igreja Católica em dias de semana e para 400 pessoas — um terço das que estão em situação irregular. Nos finais de semana, segundo a Ong, a situação se agrava.
Ferreira teme que os haitianos, sem condições de se alimentar e dormir adequadamente, recorram ao tráfico de drogas para obter dinheiro. “Daqui a pouco eles vão começar a passar fome e o tráfico vai começar a treinar eles, vão passar a ser "mula" (transportador de droga). Estamos na porta de entrada de tudo quanto é droga que entra pelo mundo”, afirma.
De acordo com o censo do IBGE, Tabatinga tem cerca de 52 mil habitantes. Porém, segundo Ferreira, a população flutuante da cidade é de quase o dobro de pessoas, por ser uma cidade com muitos estrangeiros e de fronteira.
“A prefeitura não pode retirar dinheiro dos fundos da educação e da saúde para isso. Hoje chegam de 40 a 50 haitianos por semana. Só de peruanos morando aqui temos 10 mil, que não foram computados no censo. Tabatinga tem de 80 mil a 90 mil pessoas usando os serviços públicos”, conta o secretário.
De acordo com o secretário de Comunicação de Tabatinga, no ano passado a prefeitura pediu que o governo estadual e a União liberassem verbas para ajudar os haitianos e encaminhou relatório para o Ministério das Relações Exteriores relatando as dificuldades.
“Solicitamos verba específica para ajudá-los fornecendo alojamento e alimentação. Não tivemos nenhuma resposta até hoje”, disse Ferreira, afirmando que o orçamento da prefeitura do ano passado era de R$ 3 milhões e que a cidade não tem sequer um abrigo público.
De acordo com equipe da organização não-governamental Médicos Sem Fronteira que está em Tabatinga, há haitianos dormindo nas ruas, e grupos de 40 pessoas tendo que dividir uma única latrina, em situações inadequadas de higiene. Muitos dependem da doação de refeições feitas pela Igreja Católica em dias de semana e para 400 pessoas — um terço das que estão em situação irregular. Nos finais de semana, segundo a Ong, a situação se agrava.
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domingo, 18 de dezembro de 2011
Balanço Mostra Aumento de Apreensões em seis meses de Operação nas Fronteiras
Foram apreendidas 59 motos, 20 caminhões, 465 quilos de agrotóxicos, 332 quilos de maconha, 19,5 quilos de cocaína, além de 63 armas, sendo duas de uso exclusivo militar, 8 mil quilos de explosivos.
Lançado em 8 de junho pela Presidência da República para prevenir e reprimir práticas criminosas nas regiões fronteiriças, o Plano Estratégico de Fronteiras completou seis meses com aumento na apreensão de produtos e substâncias ilícitas, além de um maior número de abordagens policiais.
Composto pelas operações Sentinela e Ágata, coordenadas, respectivamente, pelos ministérios da Justiça e da Defesa, a iniciativa resultou também numa maior integração entre órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis por fiscalizar e controlar as fronteiras.
Somente a Operação Sentinela resultou na apreensão de 115,3 toneladas de maconha e cocaína; 473 mil fármacos; 4,4 milhões de pacotes de cigarros; 534 armas de fogo. Além disso, 4,2 mil pessoas foram presas em flagrante. Os resultados são relativos ao período de 8 de junho a 8 de dezembro e, segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, superaram a expectativa inicial.
De acordo o ministro, o volume de maconha apreendida é 14 vezes superior ao do mesmo período de 2010. Já a quantidade de cigarro contrabandeado apreendido é oito vezes maior, enquanto o número de pessoas detidas cresceu sete vezes. Cardozo acredita que os resultados são ainda mais expressivos, já que, normalmente, as apreensões crescem no final do ano.
"Essa fiscalização não é simples. Se não é para países pequenos, que dirá para um país como o Brasil", disse Cardozo, destacando que o plano terá continuidade e que, portanto, a crescente integração entre os órgãos públicos das três esferas deverá gerar resultados ainda melhores no futuro. "Nunca havíamos conseguido o nível de integração [com estados e municípios] que temos hoje. Tudo nos leva a crer que, no ano que vem, a maior integração resultará em dados ainda mais expressivos."
Já a Operação Ágata, coordenada pelo Ministério da Defesa em parceria com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), mobilizou mais de 17,6 mil homens das três forças que patrulharam 11,6 mil quilômetros de fronteiras (ou 63% dos 16,8 mil quilômetros totais). Também foram patrulhados um total de 45 mil quilômetros de rios e lagos, nos quais 46 embarcações foram notificadas ou apreendidas.
Foram apreendidas 59 motos, 20 caminhões, 465 quilos de agrotóxicos, 332 quilos de maconha, 19,5 quilos de cocaína, além de 63 armas, sendo duas de uso exclusivo militar, 8 mil quilos de explosivos, R$ 345 mil em dinheiro e US$ 250 mil. A fim de coibir também os crimes ambientais, foram fiscalizadas cinco madeireiras ilegais e três garimpos, onde também foram apreendidos produtos como madeira extraída ilegalmente.
Para o vice-presidente Michel Temer, os resultados mostram o sucesso do plano, mesmo que as duas operações, juntas, não contemplem toda a extensão fronteiriça brasileira. "Foi um início extraordinário para quem não havia feito nada antes em relação às fronteiras. E a tendência é que, em algum momento esses números caiam, já que [com a ação repressiva] a criminalidade tende a cair", disse Temer, garantindo a continuidade da iniciativa. "Seguramente, isso irá exigir mais recursos, mas a intenção do governo é dar pleno apoio a essa operação."
Lançado em 8 de junho pela Presidência da República para prevenir e reprimir práticas criminosas nas regiões fronteiriças, o Plano Estratégico de Fronteiras completou seis meses com aumento na apreensão de produtos e substâncias ilícitas, além de um maior número de abordagens policiais.
Composto pelas operações Sentinela e Ágata, coordenadas, respectivamente, pelos ministérios da Justiça e da Defesa, a iniciativa resultou também numa maior integração entre órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis por fiscalizar e controlar as fronteiras.
Somente a Operação Sentinela resultou na apreensão de 115,3 toneladas de maconha e cocaína; 473 mil fármacos; 4,4 milhões de pacotes de cigarros; 534 armas de fogo. Além disso, 4,2 mil pessoas foram presas em flagrante. Os resultados são relativos ao período de 8 de junho a 8 de dezembro e, segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, superaram a expectativa inicial.
De acordo o ministro, o volume de maconha apreendida é 14 vezes superior ao do mesmo período de 2010. Já a quantidade de cigarro contrabandeado apreendido é oito vezes maior, enquanto o número de pessoas detidas cresceu sete vezes. Cardozo acredita que os resultados são ainda mais expressivos, já que, normalmente, as apreensões crescem no final do ano.
"Essa fiscalização não é simples. Se não é para países pequenos, que dirá para um país como o Brasil", disse Cardozo, destacando que o plano terá continuidade e que, portanto, a crescente integração entre os órgãos públicos das três esferas deverá gerar resultados ainda melhores no futuro. "Nunca havíamos conseguido o nível de integração [com estados e municípios] que temos hoje. Tudo nos leva a crer que, no ano que vem, a maior integração resultará em dados ainda mais expressivos."
Já a Operação Ágata, coordenada pelo Ministério da Defesa em parceria com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), mobilizou mais de 17,6 mil homens das três forças que patrulharam 11,6 mil quilômetros de fronteiras (ou 63% dos 16,8 mil quilômetros totais). Também foram patrulhados um total de 45 mil quilômetros de rios e lagos, nos quais 46 embarcações foram notificadas ou apreendidas.
Foram apreendidas 59 motos, 20 caminhões, 465 quilos de agrotóxicos, 332 quilos de maconha, 19,5 quilos de cocaína, além de 63 armas, sendo duas de uso exclusivo militar, 8 mil quilos de explosivos, R$ 345 mil em dinheiro e US$ 250 mil. A fim de coibir também os crimes ambientais, foram fiscalizadas cinco madeireiras ilegais e três garimpos, onde também foram apreendidos produtos como madeira extraída ilegalmente.
Para o vice-presidente Michel Temer, os resultados mostram o sucesso do plano, mesmo que as duas operações, juntas, não contemplem toda a extensão fronteiriça brasileira. "Foi um início extraordinário para quem não havia feito nada antes em relação às fronteiras. E a tendência é que, em algum momento esses números caiam, já que [com a ação repressiva] a criminalidade tende a cair", disse Temer, garantindo a continuidade da iniciativa. "Seguramente, isso irá exigir mais recursos, mas a intenção do governo é dar pleno apoio a essa operação."
Presidente do Inea sobrevoa região de Angra onde vazou óleo
O vazamento foi causado pelo navio Cidade de São Paulo, da empresa Modec, que presta serviços à Petrobras na exploração do pré-sal.
A presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, sobrevoou hoje (18) a região de Angra dos Reis onde vazaram para o mar cerca de 10 mil litros de óleo na última sexta-feira (16). O vazamento foi causado pelo navio Cidade de São Paulo, da empresa Modec, que presta serviços à Petrobras na exploração do pré-sal.
“A mancha foi vista nas proximidades da Ilha dos Porcos. Duas embarcações da empresa Modec e da Petroclean estão fazendo a dispersão mecânica do óleo com jatos de água”, explicou a secretária. Ela lembrou que o plano de emergência foi acionado ontem, assim que o Inea foi informado do acidente e que ontem mesmo o Inea multou a Modec em R$ 10 milhões.
Segundo Marilene Ramos, o acidente foi provocado por falha humana, quando o navio se dirigia ao Estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, para manutenção. A Superintendência Regional da Baía de Ilha Grande e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foram acionados, mas as condições climáticas impediram o início do trabalho previsto no plano de contingência. A presidente do Inea garantiu que o órgão vai continuar monitorando o trabalho e a trajetória da mancha.
A presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, sobrevoou hoje (18) a região de Angra dos Reis onde vazaram para o mar cerca de 10 mil litros de óleo na última sexta-feira (16). O vazamento foi causado pelo navio Cidade de São Paulo, da empresa Modec, que presta serviços à Petrobras na exploração do pré-sal.
“A mancha foi vista nas proximidades da Ilha dos Porcos. Duas embarcações da empresa Modec e da Petroclean estão fazendo a dispersão mecânica do óleo com jatos de água”, explicou a secretária. Ela lembrou que o plano de emergência foi acionado ontem, assim que o Inea foi informado do acidente e que ontem mesmo o Inea multou a Modec em R$ 10 milhões.
Segundo Marilene Ramos, o acidente foi provocado por falha humana, quando o navio se dirigia ao Estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, para manutenção. A Superintendência Regional da Baía de Ilha Grande e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foram acionados, mas as condições climáticas impediram o início do trabalho previsto no plano de contingência. A presidente do Inea garantiu que o órgão vai continuar monitorando o trabalho e a trajetória da mancha.
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